1st November, 2010
Quando visitei o Porto pela primeira vez em 2006, fiquei surpreendido com as duas faces completamente diferentes da cidade: o Rio versus o Oceano Atlântico, as encostas íngremes versus as margens do rio, tradição versus modernidade, aspectos profundamente portugueses versus a influência internacional, Porto versus Gaia, a cidade antiga versus Casa da Música – ambos os lados sempre muito pronunciados.
Desde então chamo-lhe “A Cidade das duas Caras”.
Porto será talvez menos cintilante do que, digamos, Paris. E exige seguramente mais tempo para se descobrir a “sua” alma. Mas tenho a sensação de que esta é uma experiência mais profunda e mais séria. As coisas parecem demorar um pouco mais tempo do que noutras partes do mundo “ocidental”, o que considero uma virtude excepcional nestes tempos de ritmo febril e stress e velocidade e relógios a correr e máquinas de poupar tempo. Quando se espera que tudo seja de acesso fácil, ex and hop, fast food…. o Porto não é assim!
Porto: “A cidade do Tempo”.
E depois: a nossa excepcional Orquestra Sinfónica e a nossa Casa da Música e o espírito que defendem: um espírito de uma abertura incomum e uma programação colorida praticamente sem limites num ambiente muito caloroso e amigável.
Estas são apenas duas das muitas razões pelas quais tanto me orgulho de fazer parte desta cidade!
Porto: “A cidade do orgulho”.
Christoph Koenig